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Ecoeng - Consultoria Ambiental - Natal/RN

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Modelo inovador de vila autossustentável poderia ser o futuro da vida semiurbana


Modelo inovador de vila autossustentável poderia ser o futuro da vida semiurbana

Um novo modelo de moradia, chamado ReGen Villages (abreviatura de vila regenerativa, em inglês), foi desenvolvido em resposta a algumas das questões ambientais, sociais e econômicas mais urgentes do mundo. O novo modelo, liderado pela holding holandesa ReGen Villages B.V. e pela empresa de arquitetura EFFEKT, com sede em Copenhague, facilita bairros comunitários autossustentáveis que podem ser implantados em todo o mundo. O primeiro local do projeto será em Almere, na Holanda, com trabalho a partir deste ano.

Os fatos cada vez mais inevitáveis sobre o aquecimento global, crescimento populacional, crise alimentar global e escassez de recursos levam a equipe do projeto a considerar como um desenvolvimento holístico pode compensar as perigosas consequências da habitação humana. Um dos maiores impulsionadores da destruição ambiental e da perda de biodiversidade continua a ser a indústria agrícola, e assim a equipe do projeto usou um modelo agrícola sustentável para impulsionar o sistema de design baseado em insumos.

“Moradores urbanos em todo o mundo trabalham duro para pagar suas casas, energia, água e aquecimento, refrigeração e alimentos. Imaginamos casas que funcionam para você, produzindo energia limpa, água, alimentos fora da rede a preços de terra acessíveis fora de nossas grandes cidades”, diz Sinus Lynge, co-fundador da EFFEKT.

O conceito combina uma variedade de tecnologias inovadoras, tais como casas de energia positiva, energia renovável, armazenamento de energia, produção de alimentos orgânicos de alto rendimento, agricultura vertical, gestão da água e sistemas de resíduos sólidos. Lynge explicou em um comunicado à imprensa: “ReGen Villages é tudo sobre tecnologia aplicada. Estamos simplesmente aplicando tecnologias já existentes em um projeto de comunidade integrada, fornecendo energia limpa, água e alimentos logo à sua porta”.

Enquanto metade da população global vive atualmente em cidades, a eficiência dos sistemas de ReGen poderia reduzir a dependência de um agregado familiar na vida urbana de alta frequência. Isso abriria uma nova onda de urbanismo e desenvolvimento rural, permitindo uma densidade mais distribuída de forma sustentável de pessoas em toda a superfície do planeta. Essa distribuição também aliviaria a carga sobre os governos municipais e nacionais que atualmente estão se encurvando sob a pressão de suas áreas superpovoadas.

Esta redistribuição da densidade promove “um modelo que agrega não apenas valor ambiental e financeiro, mas também valor social, criando o quadro para capacitar as famílias e desenvolver um verdadeiro sentido de comunidade, reconectando as pessoas com a natureza e o consumo com a produção”. Ele traz de volta um senso de realização que acompanha os benefícios ambientais e sociais, tornando-o um modelo mais sustentável a longo prazo. Outros locais de atuação do projeto no futuro próximo incluem Suécia, Noruega, Dinamarca, e a Alemanha, com planos de se expandir para vários continentes – em países que sentem consequências muito diferentes das crises globais – num futuro muito próximo.

 

Fonte: Archdaily.com